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Aviões da companhia TAAG voam a todo o espaço europeu
A Taag acaba receber autorização, da Comissão Europeia (CE) para voar a todo o espaço europeu, quase cerca de três anos depois de ter sido suspensa. A companhia de bandeira angolana vai utilizar os seus aviões da última geração, nomeadamente, os boeings 777-200, adquiridos há três anos pelo Governo.
O anúncio foi feito, ontem, pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, em conferência de imprensa. O governante reconheceu que a inclusão da TAAG na lista negra da União Europeia, em Julho de 2007, representou um "duro golpe", não só à Companhia - uma das peças fundamentais do desenvolvimento económico e social do país -, como também ao orgulho dos seus trabalhadores e dos angolanos, em geral.
Augusto Tomás recordou que, na sequência das restrições impostas pela CE, foi preparado um programa de refundação da TAAG e, em Novembro de 2008, o Governo angolano partiu para uma abordagem definitiva do problema, com o lançamento de um amplo programa de transformação da Companhia. Foi, na altura, nomeada um nova comissão de gestão, para assegurar a sua capacitação e torná-la apta a voar para todos os destinos internacionais.
Além da reestruturação, a nova estratégia também visou tornar a TAAG moderna e eficiente, regendo -se pelo mais alto padrão de qualidade, segundo Augusto Tomás.
"No fundo, pugnar pela existência de uma companhia aérea de bandeira operacionalmente forte e financeiramente sustentável, que assegure a independência do sector".
O ministro notou que a aspiração de reerguer a TAAG era ambiciosa. Argumentou que a complexidade do desafio é bem ilustrada pelo facto de, na história recente da aviação, não existir exemplo de companhia aérea africana a quem a CE tenha levantado o tipo de restrições impostas à transportadora aérea nacional.
A retomada dos vôos para todo o espaço da Europa culmina, assim, dezoitos meses de trabalho profundo, com a introdução de novos processos operacionais e de gestão, para assegurar altos padrões.
Para o ministro, "a Companhia deu amplas provas da sua evolução operacional às autoridades nacionais e internacionais".
Fonte: Jornal de Angola - 31/03/2010